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Deserto Particular é escolhido para representar o Brasil no Oscar 2022

O comitê de seleção da Academia Brasileira de Cinema anunciou nesta sexta-feira (15), que Deserto Particular, de Aly Muritiba, é o escolhido

O comitê de seleção da Academia Brasileira de Cinema anunciou nesta sexta-feira (15), que Deserto Particular, de Aly Muritiba, é o escolhido para representar o Brasil na categoria de melhor filme internacional no Oscar 2022.

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O filme foi reconhecido, este ano, com o prêmio do público da mostra paralela Venice Days, do Festival de Veneza. Além disso, está na programação da 45ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, que acontece entre 21 de outubro e 3 de novembro, e programado para estrear nas salas de cinema em novembro.

O longa-metragem concorreu com outras 14 produções. Dentre elas, estavam 7 Prisioneiros, filme da Netflix dirigido por Alexandre Moratto; A Última Floresta, de Luiz Bolognesi; Medida Provisória, de Lázaro Ramos; e Carro Rei, de Renata Pinheiro.

Em virtude da pandemia da Covid, a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood manteve as regras especiais para a elegibilidade do candidato na categoria de Melhor Filme Internacional na 94ª edição do Oscar 2022, ou seja, que tenha sido lançado no país de origem entre 1º de janeiro de 2021 e 31 de dezembro de 2021.

A inscrição do filme escolhido deve ser feita até às 17h (horário de Los Angeles) da segunda-feira, 1º de novembro – corresponde às 22h de Brasília.

Deserto Particular

O longa-metragem conta a história de Daniel (Antonio Saboia), um policial afastado de suas funções, e de Sara (Pedro Fasanaro), uma mulher transexual no interior do Brasil e que precisa esconder sua verdadeira orientação sexual. Os dois se conhecem pela internet e, mesmo à distância, engatam um romance.

O cenário desse amor retratado em Deserto Particular, porém, muda de figura quando Daniel vai até o encontro de Sara. A partir daí, o amor dos dois é testado em meio aos preconceitos do policial curitibano.

“À medida que o tempo foi passando e o contexto brasileiro foi se transformando nessa coisa aguda e raivosa, o projeto foi ganhando mais sentido”, disse Muritiba em entrevista ao Estadão, em setembro deste ano. “Quando ele surgiu, vinha de um desejo de fazer um filme de encontros e de amor. E, em um tempo de ódio como este que a gente está vivendo, um filme de amor ganha mais relevância, importância e ressonância.”

 

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