Home Cinema Documentário vai retratar as barreiras enfrentadas por bandas autorais de rock no Sul do ES

Documentário vai retratar as barreiras enfrentadas por bandas autorais de rock no Sul do ES

Desde o surgimento do rock muita coisa mudou para o gênero, que chega na atualidade com um público fiel, porém sem muita força no cenário, principalmente nacional, onde outros estilos predominam. As bandas denominadas “autorais” estão em crescimento e batalhando para conseguir um espaço no meio musical. Porém, as dificuldades são muitas e a população não parece muito solidária a escutar novas bandas, conhecer novas músicas.

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Com a preocupação de deixar um legado e contar a história sobre a música autoral do Sul do Espírito Santo, o documentário que mostra as dificuldades que as bandas independentes, de rock autoral, da região enfrentam, entra em pré-produção, registrando o processo criativo das canções e um pouco da história de cada uma. A ideia é tentar aproximar os amantes do rock e quebrar a barreira que existe com o som autoral.

O piloto do projeto terá início com a banda Termiinal, fundada em Piúma, mas que conta também com integrantes de Cachoeiro. O projeto é do músico e cinegrafista Diego Gomes e envolve uma equipe com mais dois profissionais da área de comunicação. Com vasto currículo e participação entre as bandas underground, o músico toca hoje com a banda Irenne, que faz composições que dissertam sobre política e situações do cotidiano.

“Acho importante porque pode dar força e instigar a veia cultural do Sul do Estado. Quem faz música autoral sabe como é difícil conseguir algum lugar para tocar, que dê abertura para trabalho próprio. O documentário pode ajudar a dar voz a essas bandas e quem sabe abrir mais portas. O cenário cultural ganha com isso”, destaca Gomes.

O músico conta que o trabalho tem sido feito, mesmo com a pouca importância dada ao segmento. Ele afirma que em Cachoeiro, por exemplo, são poucos os lugares em que as bandas de rock se apresentam, as bandas autorais menos ainda. A situação melhora um pouco em outros municípios como Guaçuí, por exemplo, que apresenta uma cena autoral forte e ativa, fazendo eventos e levando as bandas da região para apresentarem seus trabalhos.

“Acho que falta um pouco mais de abertura e valorização do público amante do rock. É preciso entender que, assim como o velho e bom rock n’ roll, aquela banda da sua cidade que escreve suas próprias músicas também tem qualidade e merece ser valorizada. E cabe as bandas autorais saber se valorizar, pois a dedicação é muito grande, afinal é muito tempo para escrever, produzir e ensaiar, a preocupação em apresentar um ótimo trabalho para o público é certa”, explica Diego.

Diego afirma que a mensagem do documentário é para a eternidade, para que as bandas autorais do Sul do Espírito Santo possam ter um futuro e a música se renove. “As bandas autorais têm muita qualidade e fazem um trabalho sério. Vale a pena as pessoas valorizarem, prestigiarem e se aproximarem. Afinal, seja cover ou autoral, estamos falando de música boa, estamos falando de rock. Então viva o bom, velho e novo rock n’ roll”, finaliza o músico.

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