John Hughes: ele conhecia os jovens como ninguém

    /por Gilberto Barreto

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    Talvez você não conheça John Hughes pelo nome, mas certamente já assistiu a alguns de seus filmes. Estamos falando aqui de clássicos da Sessão da Tarde, como “Gatinhas e Gatões (1984)”, “Mulher Nota 1000 (1985)”, “Curtindo a Vida Adoidado (1986)” e “Esqueceram de Mim (1990)”.

    Com exceção de ‘Esqueceram de Mim”, todos os filmes acima foram dirigidos por Hughes, mas a inclusão do filme que alçou o ator mirim Macaulay Culkin ao estrelato deve-se ao fato do aludido diretor ser um roteirista de primeira grandeza.

    “Clube dos Cinco (1985)”, “Antes Só do que Mal Acompanhado (1987)”, “Ela Vai Ter um Bebê (1988)”, “Quem Vê Cara Não Vê Coração (1989)” e “A Malandrinha (1991)”, também foram dirigidos por John Hughes, sendo o primeiro, em especial, o que mais captou o espirito juvenil dos espectadores, trazendo a estória de cinco estudantes que passariam um sábado de castigo na escola por terem cometido infrações distintas e que deveriam fazer uma redação arrependendo-se de seus atos.

    O que faz de “Clube dos Cinco” um pequeno clássico é o fato de seu diretor e roteirista colocar em um mesmo ambiente, cinco jovens estudantes, um atleta popular, um nerd, uma “patricinha”, uma “esquisitona” e um rebelde, que por não terem o que fazer, discutirem as suas personalidades, os seus dilemas e dramas pessoais, e com isso libertarem-se de suas amarras e revelarem para nós que as experiências e dilemas da juventude são universais e que nós nunca estivemos sozinhos no mundo.

    Para citar mais algumas obras, Hughes nos presentou escrevendo a trilogia “Férias Frustradas” e as duas sequências de “Esqueceram de Mim”, a franquia em que obteve os seus maiores sucessos comerciais.

    Quem não se entusiasmava quando via Matthew Broderick, com o seu personagem Ferris Bueller, ao som de Twist and Shout, dos Beatles, incendiar as ruas de Chicago no filme “Curtindo a Vida Adoidado”? Era de se levantar do sofá e sair cantando e dançando com ele pela sala.

    Ferris Bueller é o profeta de uma geração. “A vida passa rápido demais; e se você não parar de vez em quando para vivê-la, acaba perdendo seu tempo”.

    Em 1986, quando “Curtindo a Vida Adoidado” saiu nos cinemas, Hughes nos mostrou uma premissa básica:  estamos deixando o tempo passar e nada fazemos para mudar isso. O filme nasceu para dar um tapa na nossa cara e dizer que ainda dá tempo de recuperar o tempo perdido.

    John Hughes nos deixou em 2009, mas o seu legado é vivo e sempre estará dentro de nossos corações. Aproveite, pois a vida é curta demais para ficarmos apenas sentados e conectados a um mundo virtual.

    FIM.

    “Ainda está ai?

    – Já acabou!

    – Vai ler os outros textos da nossa coluna!

    – Anda, vai logo!!!!”

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