Martinho da Vila sai ainda maior (se é que era possível) do Roda Viva

    Martinho da Vila sai ainda maior (se é que era possível) do Roda Viva

    Hoje venho neste espaço para falar de música também. Digo também, pois preciso comentar o episódio da última segunda-feira do programa Roda Viva, da TV Cultura, entrevistando o cantor e compositor de Duas Barras, Rio de Janeiro, Martinho da Vila. O programa abordou não só sua carreira musical, como assuntos sociais, políticos, cultural, musical e o lado escritor do artista, porém, chamou bastante atenção a tentativa da apresentadora e jornalista Vera Magalhães de colocar o cantor numa sinuca-de-bico (pra dizer o mínimo).

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    Um cara com a biografia, tamanho cultural e vasto conhecimento acerca das artes num geral, como a literatura – tendo dezoito livros publicados, entre crônicas, romances e um recém lançado apanhado de contos…Enfim, uma fonte quase inesgotável sobre cultura. Não tô aqui para destrinchar a carreira desse grande artista original brasileiro, isso, é com você leitor, se amante da música popular brasileira, em algum  momento leia, ouça e pesquise sua obra.

     

    Vamos à polêmica. O que muito incomodou e circulou pelas redes sociais foi o fato da apresentadora ter sido no mínimo infeliz ao escolher perguntar a este estandarte do samba sobre as possibilidades de relação criminosa das escolas de samba com a milícia carioca, numa nítida tentativa de constrangimento para conseguir o momento “agora eu se consagro”. Cabia a um delegado uma pergunta desse teor ou aos envolvidos. Golpe baixo.

     

    A conversa seguiu numa toada cultural repleto de comentários sobre o atual cenário das políticas públicas para negros e minorias no país e, por exemplo, a relação de Martinho com Angola e demais países de língua portuguesa, quando não mais que de repente essa pergunta joga o clima do programa para o outro lugar.

     

    A classe o sorriso largo tradicional do também doutor honoris causa da UFRJ o fez tirar de letra e seguir a conversa numa boa. “A função do artista é tentar amenizar o sofrimento do povo nesse momento terrível que estamos vivendo, com sua arte, levando um pouco de alegria, conforto, distração, mudando o foco […]”, disse Martinho ao resumir seu sentimento sobre a pandemia, assunto que jurou não tratar no programa por já estar saturado do tema.

     

    Não posso esquecer de mencionar que Tunico da Vila, filho de Martinho, morador de Vitória, publicou em sua conta no Instagram sua indignação com a pergunta de Vera.

     

    E viva Martinho da Vila! Muito maior que uma tentativa de intimidação e preconceito até pela via editorial.

     

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