O que você precisa saber sobre o vinho tinto

    Na coluna de hoje vamos falar sobre vinho tinto. Mais do que uma bebida, o vinho é uma companhia para bons momentos. Sabores, aromas e harmonizações fazem da bebida uma das mais consumidas no mundo e uma das mais deliciosas também. Mas o mercado, que se aqueceu durante a pandemia, ainda engatinha no Brasil.

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    Veja algumas curiosidades:

    Você sabia que a produção mundial está diminuindo e a qualidade, aumentando? Os produtores estão melhorando não só as uvas, como também investindo no processo de produção. Na prática, a oferta é menor, mas a qualidade aumenta ano a ano. É aquele ditado: beba menos, mas beba melhor!

    Durante a pandemia, o consumo de vinho aumentou no Brasil. Mas o mercado ainda está longe de ser o ideal. Feiras importantes foram canceladas em todo mundo e, na França, a produção deste ano está comprometida, apesar de a safra ter sido precoce e abundante devido ao tempo ensolarado. O motivo é que grande parte dos insumos vai virar álcool em gel.

    Mas, para os amantes do vinho, isso pouco importa. Os apaixonados pela bebida veem mais do que o líquido dentro de uma garrafa. Eles sabem que há uma história por trás de cada rótulo, uma forma de produção, um cuidado com a uva que torna aquele vinho único. Degustar uma boa taça da bebida é sorver o que de melhor a uva pode oferecer. E para começar essa aventura enóloga, é preciso saber onde começar e, claro, onde você quer chegar. E, hoje, vou dar algumas dicas.

    Nenhum vinho é igual ao outro. Grande parte disso é por conta das uvas escolhidas para o preparo da bebida. O ideal é você conhecer uma a uma e decidir, então, qual é a que se adequa melhor ao seu paladar. Existem milhares de cepas de uvas, que ainda podem ser combinadas e formar novos sabores. Vou sugerir algumas conhecidas e fáceis de encontrar: Pinot Noir, Carmenére, Merlot, Cabernet Franc, Zinfandel, Montepulciano, Sangiovese, Cabernet Franc, Malbec, Petit Verdot, Syrah, Pinotage, Tannat, Tempranillo, Touriga Nacional, Cabernet Sauvignon e Malbec.

    Agora que você já conhece algumas das principais uvas plantadas pelo mundo, é hora de conhecer sobre as regiões produtoras. Elas se concentram em 16 países: França, Itália, Espanha, Estados Unidos, Austrália, Argentina, China, África do Sul, Chile, Alemanha, Portugal, Brasil, Nova Zelândia, Grécia, Áustria e Bulgária.

    Cada região possui um clima, altitude e solos diferentes. Tudo isso vai dar características únicas ao vinho, o que chamamos de terroir. O enólogo, que é quem produz a bebida, é quem dá o toque final à bebida.

    Outra característica singular são os locais com D.O. Em cada país você pode encontrar regiões específicas onde um órgão regula toda a cadeia produtiva até o vinho chegar à sua mesa. Esses produtos têm selos especiais e, por isso, os vinhos dessas regiões geralmente têm qualidade superior e custam mais caros.

    Outra forma de escolher o vinho é de acordo com o corpo. Podemos dividi-los em três categorias:

    Vinhos tintos leves: Gammay, Pinot Noir

    Vinhos tintos de médio corpo: Carmenere, Sangiovese, Merlot, Zinfadel, Cabernet Franc e Montepulciano.

    Vinhos encorpados: Malbec, Cabernet Sauvignon, Syrah, Touriga Nacional e Tannat.

    E há mais um detalhe. Além do corpo do vinho, dê uma atenção especial ao teor alcoólico. Existem vinhos de 11 a 14,5°! Além disso, a forma de armazenamento também influencia no resultado. É importante saber se, depois de produzido, o vinho é armazenado em barricas de carvalho, americanas ou francesas. Isso adiciona aromas secundários, além de dar longevidade à bebida.

    Essas foram as dicas para você começar a busca pelo seu vinho tinto preferido.

    Um brinde e tenha um excelente final de semana!

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