O que você precisa saber sobre preenchimentos faciais e a vacina da Covid-19

    A vacina da Moderna, cuja eficácia alcança 94,1%, virou alvo de debates e discussões de grupos antivacina. Isso porque a FDA, órgão regulamentador dos EUA, publicou um relatório sobre a segurança da vacina, onde foi mencionado inchaço facial como efeito adverso. Os casos foram observados em duas voluntárias na fase 3 do ensaio clínico. A reação, chamada ETIP, consiste em um edema tardio intermitente e persistente. É caracterizado por uma reação inflamatória no local que foi preenchido.

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    Essa condição já é bem estudada, pois os primeiros relatos sobre interação entre vacina e preenchedores vem dos anos 2000. Apesar de rara, é uma condição esperada e bem entendida em pacientes com algum tipo de preenchedor, pois quando o indivíduo recebe a vacina há uma superestimulação de seu sistema imunológico, o que pode gerar uma resposta a algo que não é comum ao organismo. É uma reação facilmente solucionada com administração de anti-inflamatório e antialérgico.

    É importante ressaltar que nenhum dos casos observados exigiu hospitalização ou ofereceu risco à vida. Pessoas com históricos de preenchimentos dérmicos não devem deixar de se vacinar, pois os benefícios do imunizante são infinitamente superiores aos possíveis efeitos adversos. Devemos esclarecer que o preenchimento mais comumente utilizado é o de ácido hialurônico, que é extremamente seguro pois é biocompatível com o organismo. Portanto a técnica, se realizada com profissional habilitado, não oferece riscos e é uma grande aliada a estética facial.

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