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13 de maio: Prefeitura de Cachoeiro garante recursos da Lei Mestre João Inácio

Tradicionalmente, 13 de maio é o dia em que as comunidades afro-brasileiras presentes em Cachoeiro de Itapemirim realizam o Raiar da Liberdade, celebração da abolição da escravatura no país, ocorrida com a assinatura da Lei Áurea, em 13 de maio de 1888. Em 2020, a pandemia de Covid-19 impediu a realização dos festejos, mas as tradições dessas comunidades seguirão preservadas: a Prefeitura de Cachoeiro está garantindo os recursos da Lei Mestre João Inácio, que faz repasse financeiro aos mestres e mestras da cultura popular do município.

A Lei Mestre João Inácio foi instituída em 2002, visando garantir a sobrevivência das tradições no município, através do reconhecimento dos mestres da cultura popular como patrimônio histórico e cultural vivo de Cachoeiro de Itapemirim. Em 2019, foi realizada uma revisão da legislação, tornando os trâmites mais céleres e referendando o título e o direito ao valor em dinheiro a quem já o possui por direito.

Atualmente, há 19 mestres e mestras da cultura popular em Cachoeiro beneficiados pela lei, e o valor total de repasses neste ano será de R$ 110.751. “Mesmo diante do contingenciamento de verbas necessário para a administração municipal neste momento de crise, vamos garantir o repasse financeiro aos nossos mestres e mestras. Eles representam a continuidade das tradições populares na nossa cidade, cujo valor é inestimável”, comenta a secretária municipal de Cultura e Turismo, Fernanda Martins.

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Comunidades quilombolas

Cachoeiro tem registros oficiais e de reconhecimento nacional de duas comunidades quilombolas: Monte Alegre e Vargem Alegre, que ficam nas imediações do distrito de São Vicente. Há, também, expressões importantes da cultura afro-brasileira em outras regiões do município.

Vargem Alegre teve duas perdas importantes, recentemente. Em 2019, faleceu Canuta Caetano, a “Dona Canutinha”, uma das mais reconhecidas mestras de caxambu do município. Em abril deste ano, houve o falecimento do mestre Hyldo Caetano, o “Dom Gildo”, irmão de Dona Canutinha. Dois grandes ícones que se foram, mas que deixaram suas marcas numa tradição que segue firme.

“Esse ano eu vou comemorar o Raiar da Liberdade aqui de casa, sozinha, orando e pedindo a Deus pra esse vírus ir embora logo. Mesmo em casa, a gente tem que fazer alguma coisa para celebrar”, afirma a mestra Ormyr Caetano, irmã de Canuta e Hyldo.

“Mesmo sendo um momento muito desafiador para todos nós, nosso intuito é garantir a manutenção dos nossos maiores patrimônios – que, no caso da cultura popular, são os mestres e mestras”, destaca o prefeito Victor Coelho.

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