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Escritor cachoeirense é o mais novo membro da Academia Espírito-Santense de Letras

Às vésperas de completar 48 anos, o escritor e jornalista cachoeirense, Romulo Fellipe, já recebeu seu presente de aniversário antecipado: foi eleito, na última segunda-feira (12), o mais novo membro da Academia Espírito-Santense de Letras (AEL).

Outros seis disputavam a vaga para a cadeira 9, que pertencia ao poeta Sérgio Blank, que foi encontrado morto em sua residência no ano passado. Em decorrência da pandemia do novo coronavírus (Covid-19) a eleição, pela primeira vez, foi realizada de forma virtual.

Para participar das eleições por uma cadeira na Academia Espírito-Santense de Letras o escritor interessado deve se inscrever dentro dos critérios exigidos pela AEL. A partir das candidaturas, os confrades se reúnem e promovem a votação secreta. “Fui honrado com a escolha, o que é motivo de alegria e júbilo, mas também de comprometimento ainda maior com a nossa literatura. Com a expansão pelo amor aos livros”, afirma.

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De acordo com o estatuto da Academia, a posse acontecerá dentro de 180 dias, no mês de outubro. Se a vacinação permitir, com um grande encontro dos confrades, confreiras, familiares e convidados. Caso contrário será novamente virtual. Para Romulo, tornar-se um imortal da Academia é um grande desafio, mas que vem para revigorar o seu espírito literário.

“Vou ocupar a cadeira 9, que pertenceu ao querido e saudoso Sérgio Blank, considerado o poeta-mor do nosso Espírito Santo. É uma missão hercúlea! É estar ciente de que há muitos desafios pela frente e cada autor e autora que lá estão formam uma poderosa corrente com elos que devem ser inquebrantáveis. Vivemos tempos desafiadores com a pandemia. É preciso que mostremos a importância da leitura em nossas vidas, seja na formação humana, cultural e intelectual. Devemos trabalhar para forjar uma nova geração de leitores em um país tão importante como o Brasil”, destaca Romulo.

Entre setembro e janeiro o escritor sofreu duas infecções da Covid-19, e agora comemora a vitória sobre a doença, com a realização de um sonho desde que era criança. “Estava com a minha esposa no momento que recebi a informação da minha eleição. Foi um momento de êxtase, de alegria plena, em um dia já de muitas bênçãos em nossas vidas. Então, essa vitória – que é um sonho de infância, quando ainda menino dedilhava meus primeiros poemas e crônicas – é grandiosa em meu coração. Quero honrar a minha cadeira e os meus pares na centenária Academia, uma das mais importantes do país”, comemora.

 

Publicados e novos projetos

Atualmente Romulo Fellipe conta com três livros publicados, além da participação em uma coletânea portuguesa: “Monge Guerreiro”, uma fantasia medieval publicada em português, inglês e italiano; “Reino dos Morcegos” uma fantasia juvenil; o romance “O Farol e a Tempestade”; e a coletânea português “Entre Monstros e Dragões”.

Durante o período pandêmico o escrito finalizou quatro originais inéditos, que deverão ser publicados até o final do ano: o drama ambientado na 2ª Guerra Mundial “Pássaros Negros na Neve”; “Quando Entrevistei Jesus” sobre uma jornada na Terra Santa; o infantil “Mundos Incríveis Além do Nosso”; a fantasia medieval “O Fogo Eterno do Dragão”; e deu início a uma produção para mercado italiano “O Lanceiro Romano”.

Para os que sonham em ser escritores, mas precisam de um incentivo, Romulo destaca que acima de tudo acredite em seus sonhos, apoie-se em seus objetivos, e por último e mais importante, pratique escrita todos os dias.

“Não importa se uma pessoa ou outra diga que você deve desistir de seus objetivos, deve buscar outros rumos na sua vida. Apoie-se em seus objetivos, explore seus talentos e esteja cercado, sempre, daqueles que acreditam em você. Em principal no seio familiar. Para ser um escritor, acima de tudo, seja um contumaz leitor. Sei que a tecnologia e a rotina agitada afastam muitos das leituras diárias, mas dedique um tempo diário aos livros. Uma hora que seja. E, certamente, pratique a escrita todos os dias de sua vida. Porque, até seus últimos dias de existência terrena, todo escritor tem muito a aprender e a absorver. A vida é um constante aprendizado. Jamais desista dos seus sonhos!”, completa.

 

Trajetória

Nascido em Cachoeiro de Itapemirim, Romulo foi criado no bairro Amaral, bem próximo a Casa dos Braga, que segundo o escritor, foi um local que contribuiu muito em sua formação literária, com forte influência do escritor Rubem Braga. Hoje mora em Vitória, é casado com Svetlana Bertolo Felippe, pai de três filhos (Romulo. Gianluca e Giuseppe) e agraciado com dois enteados (Ana Paula e Henrique).

Jornalista, atuando na área há 33 anos, teve seu primeiro emprego aos 13 anos no então semanal jornal “O Brado”, do saudoso José Paineiras. Desde então nunca mais parou de atuar na mídia impressa e televisiva.

“Tive a honra de fazer reportagens especiais por mais de 20 países, em especial nas áreas de economia e logística. Foi através do jornalismo que me tornou oportuno visitar mais de 50 castelos em uma dezena de países na Europa, o que resultou em meu primeiro livro, “Monge Guerreiro””, relembra Romulo.

A paixão pela escrita começou muito cedo. Desde os nove anos já “riscava” seus primeiros textos. Logo a seguir enviava pequenos poemas e croniquetas para os jornais de Cachoeiro (Arauto, Correio do Sul, O Brado…), o que lhe rendeu seu primeiro emprego em uma redação de jornal, quando tinha 13 anos.

“Eu lia muito, entre dois a três livros semanais. Lia as obras de Rubem Braga e sentia que era aquilo que eu queria: viver da escrita. Mas a dedicação ao jornalismo nessas décadas me custou um nascimento tardio para a publicação do meu primeiro livro. Hoje, tenho um objetivo fixo em mente: publicar ao menos um livro por ano. E que venham muitos”, finaliza.

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